Ahhh meus leitores, que calor é esse que assola minha vida. Ó crueldade, ó Senhor, ó drama. Triste são esses tempos aqui na cidade da Ponte, uma tenebrosa doença nos pegou desprevenidos. Eu, por peripécia do destino, sou imune a doenças. Não não, não sou filho de nenhum ser mítico, mas certa vez uma adorável bruxa me deu sua graça. A estória foi mais ou menos assim (se eu me lembro bem):
Um dia, eu tinha mais ou menos dezessete anos, estava caçando unicórnios no pântano das Moscas Aladas. Já tinha abatido três desses bastardos que furtam nossas fazendas e incendeiam nossos campos, quando eu a encontrei. Uma senhora beirando os cinquenta anos (muito velha para nossa época) que tocava um bonito instrumento de corda. Sua música me encantou dos cabelos ao dedos do pé, e ela como uma sereia, e eu como um pirata iludido. E dançei. Dançei como nunca. E o Sol passou por cima da minha cabeça, e a Lua zombou de mim. E dançei.
Então ela parou, e seu feitiço acabou. Não corri, na verdade, agradeci por sua música. Ela se alegrou de tal forma que resolveu me benzer, e disse ela que enquanto eu lembrar sua canção, meu corpo imune estará. Sei que no final da caçada, eu estava com 9 chifres de unicórnio, 5 asas de cachorros e imune a doenças, por que meu gravador gravou a música inteira dela.
Que delícia ler esse "diário de um medieval", viu! Gostei bastante, particularmente, desse conto, pois soou tão natural, que até parece que vemos por aí caçadas de unicórnios e asas de cachorro! Além, claro, dessa mistura do antigamente com o atual no finalzinho, quando você (ou seu eu-lírico? rs.) utiliza-se de um gravador pra imortalizar essa imunidade.
ResponderExcluirMuito bom, mesmo!
Beijos!